A VM Entretenimento, do produtor Vinicius Munhoz, confirmou que o cancelamento da peça ocorreu por dificuldades em viabilizar patrocínio a tempo da realização da peça ‘Harry Potter e a Criança Amaldiçoada’, cuja turnê no Brasil era prometida para este ano.
A notícia sobre o revés da produção brasileira foi dada pelo Painel S.A.. Em nota, a empresa diz que Munhoz negociou por dez anos a peça com a Sonia Friedman Productions, produtora internacional e detentora dos direitos autorais do espetáculo.
A VME informou ainda que as conversas com patrocinadores e parceiros avançaram significativamente ao longo de 36 meses e contaram, inclusive, com “sinalizações positivas em alçadas de aprovações”.
No entanto, ainda de acordo com a VME, para cumprir o cronograma acordado com a Sonia Friedman Productions, foi preciso assumir os custos iniciais. Isso incluiu viagens, cachês e outras despesas de pré-produção.
“No entanto, mesmo com significativo investimento realizado pela VME, a produção não se tornou viável”, disse a empresa.
A produtora afirmou ainda que sempre buscou ser transparente com os parceiros envolvidos na peça para cumprir com todos os seus compromissos.
“A VME informa que todos os contratados e fornecedores foram ou serão remunerados conforme o cronograma estabelecido com cada parte e mantém um canal aberto para assegurar o cumprimento de todos os acordos firmados”.
Entenda o caso
Atualmente em cartaz na Broadway, em Nova York, a peça ‘Harry Potter e a Criança Amaldiçoada’ iniciaria em 2025 uma turnê de dois anos no Brasil. O anúncio da seleção de atores movimentou o meio artístico pelas proporções do espetáculo.
Os testes de elenco, que duraram 12 dias e ocorreram no Colégio Rio Branco, em Higienópolis, São Paulo, envolveram uma megaprodução que contou até com equipamento de voo para atores trazido dos EUA exclusivamente para a seleção, segundo relatos de profissionais que trabalharam no casting.
Munhoz teve que bancar essa pré-produção, que incluiu também viagens a Londres para testes com figurino, com dinheiro da própria produtora.
Ele achou que conseguiria um patrocínio milionário do Banco do Brasil para a peça, cujos royalties custam cerca de R$ 200 milhões. Mas a estatal acabou desistindo de custear a produção. Mesmo assim Munhoz manteve a pré-produção na expectativa de atrair algum outro grande patrocinador, o que não se concretizou.
Com o espetáculo cancelado, produtores que trabalharam na seleção ao longo de 12 dias, por cerca de 12 horas diariamente, relataram à coluna atraso ou falta de pagamento.
Com Stéfanie Rigamonti
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