O JPMorgan Chase renomeou seus programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) para “diversidade, oportunidade e inclusão” (DOI) em meio ao movimento de adaptação das empresas dos Estados Unidos ao governo Donald Trump.
Em um memorando interno divulgado nesta sexta-feira (21), a COO do JPMorgan, Jennifer Piepszak, disse à equipe que o banco está mudando de DEI para DOI porque o “E” sempre significou igualdade de oportunidade, não igualdade de resultados.
Bancos como Goldman Sachs e Citigroup já reduziram suas metas de diversidade, juntamente com empresas como Accenture e Walt Disney, após pressão política desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em janeiro.
Piepszak afirmou que o JPMorgan, o maior banco dos EUA em ativos sob gestão, revisa regularmente “todos os produtos e serviços para serem eficazes e eficientes e para acompanhar o mercado, a demanda do consumidor e as leis e regras atuais à medida que evoluem”.
Ela disse que o banco, que tem mais de 300 mil funcionários, trabalha “para reduzir barreiras, não padrões, porque sabemos que quando você reduz padrões, ninguém ganha”. A mudança foi relatada anteriormente pela Reuters.
Muitas empresas operam programas de DEI há décadas, mas houve uma urgência renovada após o assassinato de George Floyd pela polícia em 2020, que gerou indignação sobre a discriminação contra a população negra dos Estados Unidos.
No entanto, críticos argumentam que as iniciativas de DEI fizeram com que o perfil do candidato superasse o mérito em algumas decisões de contratação.
Trump, sem citar evidências, culpou as políticas de DEI por uma colisão entre um jato comercial e um helicóptero militar em janeiro que matou dezenas de pessoas nos arredores de Washington.
O ataque de Trump às políticas de DEI desencadeou uma resposta rápida em todo o mundo corporativo. Mais de 200 das maiores empresas dos Estados Unidos, incluindo Mastercard, Salesforce e Palantir, eliminaram menções de DEI e termos relacionados, como “diversidade”, de seus relatórios anuais, de acordo com uma análise do Financial Times.
No relatório anual mais recente do JPMorgan, uma seção que anteriormente tinha o título “Diversidade, equidade e inclusão” foi alterada para “Composição da força de trabalho”.